"Haverá ainda, no mundo, coisas tão simples e tão puras
como a água bebida na concha das mãos?"– Mario Quintana
Ah! Me arrebata, me arrasta,
Carrega-me já para lá.
Vá que tenho pressa, não me
Interessa, quero ir ver o mar.
Mar da senhora minha
Nossa senhora: ioruba iemanjá.
Mar que por passatempo,
Se angustia, se transforma violento,
Muda a maré, bagunça calmaria, se anima com o vento.
Ah! Vá logo, vá no instante, te apressa.
Cachoeira me leva, me traz, me joga, me desfaz.
Atiro-me nos teus braços, águas negras,
sou tua – Pode me guiar. Verte teus soluços,
canta, canta forte a doce melodia das águas,
Chora cachoeira, me conta os segredos do mar.