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Soneto de ilusão

Guilherme Ottoni


Para Dilia


Meia-noite. Embriagado pelo vinho,
— O quarto esfumaçado de cigarro —
Com náuseas, e vertigem, meu caminho
Eu tomo para a cama, e tão bizarro


Se torna este caminho, que engatinho,
Ébrio das sombras, vítima do esbarro,
Pelos cantos do quarto... E então, sozinho,
Caio no chão, e um livro antigo agarro.


Uso-o tal travesseiro velho e duro.
Sonho. E no sonho o sonho me recorda
Daquele livro antigo que seguro.


Devaneio? Delírio que transborda?
A nossa vida é esse sonho escuro
Que só termina quando a gente acorda!

 

 

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº39: download PDF

 

 

 






 

 


 

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