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Esta coluna é uma tradição do jornal. Entre tantos desafios poéticos que propusemos desde o número 17, o das vogais teve particular sucesso — acabou inspirando uma ala inteira da exposição Poesia Agora. Trazemos, agora, o resultado da expansão dessa experiência novamente para o jornal. Confira os poemas sem as vogais E, I, O e U.

 

Próxima edição
Escrever um poema em primeira pessoa em que o eu lírico claramente não seja você: pode ser uma pessoa qualquer do sexo oposto, uma figura histórica, um personagem literário já existente, um animal. A intenção básica é fazer um exercício de despersonalização, violar a tendência de quase todo poeta lírico de falar sempre sobre si próprio. Essa pessoa, animal, planta ou objeto deve mandar o seu poema para
desafio@jornalplasticobolha.com.br

 

 

SEM "O"

 

 

[a falta...]
Guilherme Preger


a
falta
da letra ausente que
mais lembra a gruta que há
entre a espessura negra de sua mata
que dá entrada e guarida a cada

enrijecida fala fantasma que cativa as fendas na brancura

aberta da página e sugada a angústia

mais derramada nada afinal
lhe dará liga se dela
apenas resta
a marca
vag
a


 

Entreamigxs na Lapa

Gabriel Riva

Meninx,
a vida é muitx curta,

Para a saia ter gênerx

 

 

[te vê]

Lúcia Helena Ramos / Lux

A tela vê,

desvenda.

A tela turva

a vista
de quem vê

a vida via

leds de luz.

 

 

[Trata-se daquela letra circular]

Augusto Seixas

Trata-se daquela letra circular
Que está na cara de quem beija
Que expressa a catarse de plateias arrebatadas

Que persegue, indiscretamente, a beleza

Muitas vezes grita “quê!” se é riscada
Única presente na ausência de palavras

 

 

[transgrida]

Roberta Lahmeyer

t

r

a

n

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g

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Esse texto foi publicado no plástico bolha nº37: download PDF

 

 






 

 


 

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