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Esta coluna é uma tradição do jornal. Entre tantos desafios poéticos que propusemos desde o número 17, o das vogais teve particular sucesso — acabou inspirando uma ala inteira da exposição Poesia Agora. Trazemos, agora, o resultado da expansão dessa experiência novamente para o jornal. Confira os poemas sem as vogais E, I, O e U.

 

Próxima edição
Escrever um poema em primeira pessoa em que o eu lírico claramente não seja você: pode ser uma pessoa qualquer do sexo oposto, uma figura histórica, um personagem literário já existente, um animal. A intenção básica é fazer um exercício de despersonalização, violar a tendência de quase todo poeta lírico de falar sempre sobre si próprio. Essa pessoa, animal, planta ou objeto deve mandar o seu poema para
desafio@jornalplasticobolha.com.br

 

 

SEM "E"

 

 

Cruzadas para cummings
Dimitri Rebello



 

Son()to Butô

Carlos Pittella-Leite

                   (dança atômica do Japão)

 

Mofo mofando um ovo movo novo

Indicador indica diga índigo
Mão manipulação manhã mamão

Braço abraçar abraçando uma brasa


Todos os banhos bantos do Butão

Todas as coisas loisas ranhos lãs

Dados poligonados do arco-íris
Ditos os fluxos fluidos flancos trancos


Nunca butou razão ou coração
Tu nunca botas minha sombra noutro

Algum umbral não voltará a Coimbra


Nós nos voltamos no istmo dos ritmos

Vós vos voltais marítimos à lua
Todos já voltarão: gota, água viva.

 

 

Da chama, do mar

Breno César de Oliveira Góes

Uma chama, saltitando,

simula a dança do mar:

Qual o mar a chama quando

pula não sai do lugar.


Já o brilho, próprio da chama,

o mar ao alto sol roga.

Quando o sol o mar inflama

A luz do fogo afoga.

 



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº37: download PDF

 

 






 

 


 

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