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"entre três pessoas, deve sempre haver uma que poderá me ensinar."
Confúcio

 

 

 

 


Há um conto chinês escrito por um professor para um jovem e estimado aluno seu. Como é um pouco extenso, não cabe transcrevê-lo aqui. O que me fascina nesse conto é sua genuína simplicidade. A propósito de professores* enuncia singelamente, sem grandes teorias e conceitos, qual é a relação entre docente e discente que o estudo implica. Resumiria tudo em poucas palavras: certeza de que o verdadeiro estudo implica uma postura ética e um despojamento intelectual que só aqueles que realmente querem conhecer mais do que já conhecem conseguem ter. O estudo se dá quando ambas as partes estão conscientes de que não basta aprender ou saber apenas o mínimo; de que o que está em voga nos dias de hoje não exclui o que esteve em voga no passado; de que o professor não é mais e nem o aluno é menos ou vice-versa. No dizer do conto: uns, ainda que jovens, aprendem os conteúdos e as técnicas primeiro; os outros têm talentos especiais, e isso é tudo; e esse "tudo", diria eu, resume-se ao momento mesmo do ensino em que as idades e os conhecimentos já adquiridos não são tão-somente os fatores decisivos. Decisivo é também o respeito mútuo, decisiva ainda é a simples alegria advinda da convicção de que o esforço de estudo dispendido a cada dia promoveu aprendizagem, entendimento e senso crítico.

( * In: FRÓES, Leonardo. Contos Orientais.
(2003) Rio de Janeiro: Rocco.)

 

 


Esse texto foi publicado no plástico bolha nº 3 : download PDF

 

 






 

 


 

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