Cadastre-se para receber atualizações do plástico bolha via e-mail:

 

 

 


Meu Samba

Antonio Mattoso


Quando aportou na cidade de São Sebastião
o samba, em companhia das Ciatas,
ficou mais dolente em seu compasso,
mais sinuoso em seu traço,
Rio de Janeiro.


Dou-me ao samba, tristeza que balança,
quando queima o couro dos tamborins,
quando geme a cuíca Seu Casemiro,
quando chora um sete cordas.


Da Praça Onze tomou pé pro subúrbio.
Plantou a jaqueira na Portela,
subiu o Prazer da Serrinha.
Quebra nas cadeiras, diz no pé,
Rio de Janeiro.


Dou-me ao samba, se ouço um bamba.
Versos Silas, samba-enredo.
Melodias Lara, samba de terreiro.
Axé de Candeia, samba de caboclo.


Dou-me ao samba, nosso samba.



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº29: download PDF

 

 






 

 


 

Copyright - Jornal Plástico Bolha - 2008 - E-mail: redacao@jornalplasticobolha.com.br