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Nesta edição, nossos bravos leitores foram convidados para escrever um poema com base em um filme. O resultado foi bem variado, com poemas enquadrando de Truffaut ao novo filme da Alice no País das Maravilhas. Prepare uma pipoca, ajeite-se na cadeira que o filme já vai começar! Para a próxima edição, o desafio será escrever um poema que contenha as palavras plástico e bolha. O tema e a forma são livres!

Envie seu desafio poético para desafio@jornalplasticobolha.com.br


O espelho através de Alice

Aline Osorio

Qual o nosso verdadeiro tamanho?
Alice me sussurra não saber
Quando o mundo parece engolir nosso
corpo
Haverá um cogumelo a me fazer crescer?


Se a realidade se traveste em sonho
E se no sonho sinto o beliscar
Como saber se durmo?
Como fazer para acordar?


Mal caminhei e me sinto cansada
Se não sei para onde estou indo,
E o relógio me julga a todo tempo
atrasada
Qualquer lugar já me parece um bom
destino
E só me importa o chegar...


É uma menina que habita meu corpo
que envelhece
Ontem tomei um chá de certeza
E ele amanheceu turvo em cima da
mesa
Acho que estou louca: acontece.


Minha mente vem digerir minha sede
por novidade
A minha cabeça está posta a prêmio
Até eu resolver a grande charada:
Afinal, quem sou eu?

A resposta brinca de gato e rato
O rato está atrás do gato
E eu nem sei por onde começar
(Quanto mais eu procuro, mais ela se esconde de mim)


“Comece pelo começo, siga até o fim, e então pare”



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº28: download PDF

 

 






 

 


 

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