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Identidade

Rafael Silveira




Minha mãe guardou por muito tempo
a carteira de identidade de sua finada mãe.
A foto, preto e branca, sua assinatura arredondada,
A marca de seu polegar delgado, desvanecente.
O plástico aos poucos cedendo nos cantos
Provas de uma existência primeva, feliz, talvez.
Até que um dia ela cortou a carteira de identidade
Para ficar apenas com a foto.
Deus não pede documentos.



Esse texto foi publicado no plástico bolha nº24: download PDF

 

 






 

 


 

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