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Maio

 

essa voz que escapa como fiapo
estria na pele imperceptível
pinga no vidro e derrama, maio
chega na ponta dos pés
com dias curtos e correntes
de ar. por pouco não despenca
(outono é ponte) e desafina,
mas maio se mantém meio
bambo na corda, se espirra
cambaleia, em maio dá vontade
de dormir até mais tarde.

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº21: download PDF

 

 






 

 


 

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