O sax ainda injeta ciúme nas minhas veias, outros metais estendem a melancolia no salão vazio, mas os músicos não estão mais lá. Só estão as serpentinas desacordadas, as toalhas desalinhadas, as mesas meio despidas, a memória de um perfume doce, o coração disparado, o fantasma do que não houve. Purpurina pousada no pescoço, riozinho de suor azul descendo dos olhos que riem, corpo aberto até os dentes, ela já vai longe, de volta à rua, a me trair com o lado bom da vida.