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Nesta edição, os leitores do plástico bolha foram desafiados a escrever um soneto italiano. Esta é uma das formas mais clássicas da poesia, compondo-se de dois quartetos e dois tercetos rimados. Veja abaixo seis amostras de quem topou participar do desafio. Para a próxima edição, o desafio será temático: escrever um poema sobre um bairro ou sobre uma cidade. Nossos leitores estão convidados a trovar Copacabana, a Tijuca, a Lapa ou, por que não?, o Rio de Janeiro inteiro. Os leitores de BH e de outras cidades também podem participar, com suas respectivas localidades. Basta enviar seu poema para:

jornalplasticobolha@gmail.com.

 


Recompor do dia

Marlon Riviero Franco

Onde a onda vem o eco se estende e cala
o rechão feito horizonte espelhado.
Sob os pés e os tatuís perfurado,
o continente em fresta a areia inala.

 

Brilha o ocaso na América do Sul,
e as luzes então tecem suas teias:
Resplandecem as ruas suas veias
de um sangue que desfaz-se em tinta azul.

 

A noite não é bela como o dia:
Farfalhando, explodem as veias, sobra
o céu, que pelas paredes se esguia,

 

escorre seco, chora e se desdobra,
buscando o alvorecer da luz que espia
por dentro desse céu que a torna obra.

 

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº21: download PDF

 

 






 

 


 

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