O processo de revisão do Jornal
Quando iniciamos o plástico bolha, ofereci-me para fazer a revisão. Tenho experiência na tarefa e vi que muito do material recebido, apesar do corretor ortográfico do Word, trazia erros que, é claro, não poderiam estar no jornal.
Revisar (rever, corrigir, alterar, sugerir) é, antes de tudo, uma atividade que requer atenção, paciência, algumas gramáticas e dicionários e olhos de lince, prontos a detectar problemas de acentuação, regência, concordância, sem falar da famigerada crase, do temido ponto e vírgula, dos ignorados hífens.
Como o volume de textos é grande, convidamos alguns alunos de Letras para formar a equipe de revisão e, hoje, Rubiane Valério, Gabriel Matos e Rafael Anselmé são os olhos precisos que, vigilantes, apontam as alterações necessárias.
Trabalhamos de maneira virtual, trocando e-mails (no mundo da Internet é assim, para o bem e para o mal) — cada um usa uma cor para dar sua opinião. Os textos “coloridos” voltam para mim, que os revejo, batendo o martelo nos casos de sugestões divergentes (o que não é raro em português), e os envio ao editor.
Fazemos o possível para não alterar o estilo do texto e, quando necessário, enviamos as dúvidas e propostas ao autor, sempre visando a que o material saia na sua melhor forma.
Nesse trabalho solitário, rodeados de Cegallas, Becharas, Aurélios e Houaisses, somos leitores privilegiados — por sermos primeiros — dos textos publicados no Plástico Bolha. Uma leitura PLOCT!
Este texto foi escrito para dar uma idéia aos leitores de como funciona a revisão do jornal. Mas aproveito para agradecer à equipe que, sempre alerta, me ensina, a cada edição, que a próxima pode ser melhor.
Entre muitos outros lugares você encontra o plástico bolha em:
— Agosto Butiquim - Rua Esmeralda, 298, Prado, BH (MG)
— Livraria Timbre - Shopping da Gávea, Loja 221, Gávea (RJ)
— Modern Sound - Rua Barata Ribeiro, 502, Loja D, Copacabana (RJ)