Um dia, não haverá mais estrelas
sem olhos no meio da noite turva
Das borras de café surgirão sombras
capazes de esculpir a ausência dos corpos
Flores brotarão das toalhas das mesas,
das tristes mesas das casas sem mãe
E a poesia escreverá seus poetas,
a mostrar-lhes que a morte é comida caseira,
feita de agoras