“Pode cursar assintomático ou apresentar, como característica principal, o prurido cardiovascular, freqüentemente noturno, que causa irritabilidade, desassossego, desconforto e sono intranqüilo...”
Há peso de menos pra que suporte a cama. Físico, ação, reação. No espaço entre a cama e corpo, o vetor, nulo. Neurastenia crônica, disse o doutor do dia. “Há de se fazer uma intervenção”. Cirurgia?! “Sim, cisões paralelas”. Mas por quê doutor? “Há de se cortar e ponto. Pontos!” Deus e suas cordinhas sufixais, passeando pelas mãos. “Inspire!”
Doutor, o que eu tenho? “É muito grave! Tens sopro meu filho!” Sopro?! “Isso, expire!”
Há cortes demais pra que suporte o corpo. Místico, verdade, perdão. No vácuo entre a cama e o nada, o credor, chulo. Cardiopatia crônica, lera o versículo do dia. “Há de se fazer uma oração”. Liturgia? “Sim, pregações sentinelas” Oh, Céus! Tanto, meu Senhor?! “Tens de sobrepor-se à bula. Burro!”. Schering-Plough, predinisolona. Ah, me sinto mal.
Prontuário: Coma!
Há metafísica demais pra se explicar o amor.