Palavras profanas lhe interpelam os lábios quentes — tentam calar-se, mas as letras regurgitam sobre meu corpo estendido. Minhas mãos retraem-se, num instinto defensivo. Meu corpo estremece e grita tantas outras palavras cuspidas, como sopa de letrinha que se espalha de forma desordenada na vasilha quente. As almas esfaqueiam-se como se fosse falta do que fazer. Agora, invento outras formas de fazer, como buscar uma outra parte de mundo, escondida em algum lugar longe da minha vista. Às vezes é melhor ficar calado do que arrebentar as cordas vocais e perder a música a cantar nos seus ouvidos.