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de Lúcia Pacheco,
Professora de Estudos da Linguagem da PUC-Rio

 

É, realmente, com muito carinho que escrevo a todos os alunos, especialmente aos que iniciaram e têm conduzido o Plástico Bolha! Quando vocês tiveram a idéia de fazer um jornal, me procuraram, como Diretora do Departamento de Letras, para me informar sobre esta iniciativa. Não pediram ajuda e foram extremamente gentis em me relatar a sua proposta. Incentivei-os ao máximo, mas meu incentivo era redundante, já que a motivação de vocês era genuína, e, como tal, sustentáculo sólido de uma empreitada que vem crescendo a cada número publicado!

O Plástico Bolha tem levado o nome do Departamento de Letras a contextos diversos e, com o jornal, vão as idéias criativas de alunos da PUCRio, e, mais recentemente, também de muitas outras instituições de diferentes regiões do país. Mas acho que, acima de tudo, vai, com cada edição do Bolha, o carinho que vocês dedicam a esta publicação e o carinho que todos os professores sentem por ela.

O carinho, aliás, pode ser o veículo e a sustentação de muitas atividades no contexto acadêmico. Durante muitos anos ele ficou um pouco esquecido, ou relegado a um plano menor, porque considerava-se mais importante o aspecto cognitivo da aprendizagem. Hoje, felizmente, ele voltou à cena pedagógica, de forma que, quando pensamos em alunos e professores, em sua formação e em sua prática, a valorização do afeto é evidenciada. A aula e outros encontros que acontecem no contexto escolar ou universitário são eventos sociais nos quais nos envolvemos como pessoas e, por isso, eles estão permeados por nossas emoções!

É dentro dessa atmosfera, marcada por muita emoção, que escrevo este texto, como uma despedida da Direção, depois de quatro anos acompanhando as iniciativas de muitos alunos e professores do nosso Departamento. E a minha trajetória como Diretora de Letras está relacionada à dos idealizadores do Plástico Bolha. Em 2005, vocês me deram a honra de ser entrevistada para a coluna Perfil do primeiro número do jornal, e construíram meu perfil de maneira muito verdadeira e fiel ao que sou e ao que penso, como uma pessoa que vive e convive com outros, que tem interesses dentro e fora da Universidade e que dá especial importância ao que as pessoas são, muito mais do que ao que elas representam. Através daquela entrevista, vocês me deram a oportunidade de conhecer melhor outras pessoas, que se aproximaram de mim por compartilharem os mesmos interesses, como, por exemplo, cultivar frutas e verduras. E esta é também uma das mais fortes motivações da minha vida pessoal e acadêmica — plantar sementes e acompanhar o seu crescimento.

Agradeço aos alunos responsáveis pelo Plástico Bolha por mais esta oportunidade de contribuir para o jornal e, agora, em 2007, de dispor de um espaço tão querido para poder me despedir! Agradeço também a todos os alunos de Graduação e Pós-graduação por sua constante participação na vida do Departamento!

A vocês, todo o meu carinho,

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº18: download PDF

 

 






 

 


 

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