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Blues

Seguimos publicando a série de poemas que Ricardo Sternberg, professor de Literatura Portuguesa e Brasileira da Universidade de Toronto, enviou para o Plástico Bolha.

Nesta edição, a aluna Mariana Lopes Peixoto, acostumada a traduzir para a televisão em seu estágio na Gemini Vídeo, aceitou participar de mais uma aventura poética (ela já traduziu um poema de André Sigaud na edição #5).

Assim como os demais poemas da série Sternberg, também este conta com a louvável supervisão do tradutor, professor e poeta Paulo Henriques Britto.



Blues


Toot me something on your golden horn
He said to the musician.
I feel cold as my soul turns blue.


Jerryrig me some intricate melody
Full of those diminished sevenths
And with enough thrust to push me through


Bar by smoky bar, into oblivion.
Extricate me from thorny feelings,
Put brain and heart to sleep.


Bring out a flute and its Bolivian
So sorrow can be trumped by sorrow.
Afford me, at any price, some peace.


Today I feel bedraggled,
Befogged by this predictment.
Will I find myself myself again tomorrow?

 


Blues


Toque algo para mim no seu instrumento dourado
Disse ele ao músico.
Sinto frio vendo minha alma se amargurar.


Improvise para mim uma melodia complexa
Cheia de sétimas diminutas
E com força suficiente para me empurrar.


De bar em bar esfumaçado, me alienando
Livre-me de sentimentos espinhosos
Deixe o cérebro e o coração dormirem


Traga a flauta e seu boliviano
Para que a melancolia possa ser trunfada pela melancolia
Dê-me, a qualquer custo, um pouco de paz.


Hoje eu me sinto em trapos
Confuso por esta previsão
Será que eu serei eu mesmo no outro dia?

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº17: download PDF

 

 






 

 


 

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