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O agora inteiro

Dimitri Merino

 


Este mar enorme.
O amarelo, o laranja,
também a asa-delta
a deslizar no vazio colorido
do céu, do instante.


Não se trata de algo concreto.
O momento vivido
é indescritível.
De que adiantam estes versos?
Cabe a ti, leitor, adiantar-te.


Seja como for,
o mar continua abundante
e, como a vida, esconde
em suas profundezas
seja o que for.


Eu riria, choraria,
gritaria o tom
de minhas entranhas.
É tanto que eu me resigno
aos limites deste poema.

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº17: download PDF

 

 






 

 


 

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