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A partir desta edição, o plástico bolha proporá sempre desafios para os amantes da poesia. O primeiro deles trata-se do exercício de tradução “às cegas” de uma língua totalmente desconhecida, o húngaro. Vejamos a seguir o poema original, e as “traduções” que nossos colaboradores enviaram. Para a próxima edição, o desafio será escrever um poema sobre “o sabonete”. Todos estão convidados a trovar sobre este tema tão escorregadio, basta mandar seu poema sobre este objeto para o e-mail do jornal.



Néma taj

Demény Zita, grande poeta húngaro

A taj még alszik,
néma csend honol,
nem szól a madárdal
a fákon, patakparton.


Néhol egy gally
meg-megrezzen,
lágy szellö lengeti,
bus nótáját énekli.


A forras nem csobog,
nem zenél,
csak csendben ül
a szikla tetején


Am ha jö a tavasz,
ébred taj,
leveszi minden
szomorú zászlaját.


 


Nu mar Tal
Letícia Katz

A tal me assiste,
Num mar de honra,
Em que nem sol pode mandar
Na faca que partiu.


Nem ovo de galinha
Me emociona enquanto,
Na laje eu leio sozinho.


Vou às forras com o sabão,
Nem sei.
Em casa que se bebe álcool,
A saia não pára.


Mas há quem seja capaz,
De se embriagar,
E se lavar ao mesmo tempo.
Só morando sozinho pra saber.


 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº17: download PDF

 

 






 

 


 

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