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Cipreste

Exéquias foram tomadas
abaixo do cipreste negro fui enterrado
o silêncio e a escuridão adornam-me
a morte respira fúnebre sobre a minha face fria
a cada inseto que me vê como o prato do dia
alguém descobre a verdade sobre mim
vivo pouco minha vida vil e materialista
sem amor, sem dignidade
agora, com uma bala em meio peito,
jazo na terra fria
infeliz e solitário
apenas contemplado
por um cipreste solidário.

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº16: download PDF

 

 






 

 


 

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