No canto do quarto, encostado,
Não passa de uma alma vazia.
Seu torso, em madeira, arranhado
Só canta sua dor, que escondia.
Reconta sua história, em vão,
De quando via a luz do dia
E em sua profunda escuridão
Só se ouve a triste melodia
De um velho e gasto violão
Com uma corda arrebentada.