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Milarré Simi

André Sigaud

 

No canto do quarto, encostado,
Não passa de uma alma vazia.
Seu torso, em madeira, arranhado
Só canta sua dor, que escondia.
Reconta sua história, em vão,
De quando via a luz do dia
E em sua profunda escuridão
Só se ouve a triste melodia
De um velho e gasto violão
Com uma corda arrebentada.

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº13: download PDF

 

 






 

 


 

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