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Poesia em Diálogo

Eu,
Abrigo absurdo do mundo
Admirador do perplexo
Prisão do tempo disperso
Consolo do poeta surdo
Demiurgo da história
Artífice dos destinos
Antídoto, ou absinto
Gáudio eterno da escória
Eu,
O copo antigo do bar
E por ética anônimo

Luiz Coelho


Eu
Coisificada em pedra bruta
Lapidada a dentes e unhas
Macerada em lenta curra
Eu
Alada em luto
(já posso dormir)
O matei

Isabel Diegues

 

 

 

 

 

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº10: download PDF

 

 






 

 


 

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